terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Lupus Garou-13-12-11-Reverence-The Jesus And Mary Chain



----Me despi da dor numa tarde de verão; Triste é saber que o ódio é parte da natureza humana, mas, até que ponto podemos ser nós mesmo sem derramar uma lágrima dos olhos de quem amamos? E estou na caverna do meu ser embriagado pela poesia mortal da vida... Ah, esses frutos de ouro que permanecem um mistério para minha condição humana fraca impotente... Quem são os Deuses? Quem somos nós?
Quem nos obriga? O que fascina nessa cidade morta pelos próprios homens arautos dos males terríveis? Sim, sei que existem caminhos e mais caminhos e podemos escolher, mas, no fim das contas não é tudo condição humana? Ah, bendito pomar de frutos de ouro que parece estar distantes de meus pés sujos de lama pela dor que outrora sentira... Como um cristo crucificado... Que as flores nasçam e a primavera chegue com seu esplendor, porém, tudo o que sinto agora é o sono e seus pesadelos fugitivos onde morrem a cada dia mais figuras sombrias em seus sorrisos falsos ou puros de desarmonia---


Talvez meu “poema” aih em cima tenha a vez com o lirismo de Reverence de Jesus and Mary Chain, talvez, não... Não importa muito no final das contas. Sabe gosto de escrever, ás vezes, sobre meu dia, não que este tenha algo de interessante, mas, também por outro lado não considero banal o dia a dia de seres pensadores... Seres pensadores? Por qual motivo senti certa prepotência falando algo assim?  Não deveria. Normal, sou um ser pensador com todos são... Ou deveriam ser só que sei também que pensar demais leva a loucura... Sei lá,vai saber.
----Por pensar demais, resolvi não pensar demais desta vez--- Nando Reis.
É, ás vezes, é bom não pensar demais. Consigo? Na verdade não.
Passei o dia todo pensando na vida (Como sempre), mas, dessa vez andando pelas ruas, depois que saí do meu quarto, meu isolamento necessário. Recebi suspensão hoje, por não ter voltado no dia anterior a trabalhar depois do almoço... Bem, até poderia ter trabalhado hoje se tivesse convencido a encarregada a me deixar entrar, porém, deixe o meu lado que gosta de sentir-se liberto e não fiz nada, aceitei a punição da empresa.
Escrevo tudo isso ouvindo Jesus and Mary Chain como devem ter percebido. Agora vem a questão: Para quem exatamente escrevo tudo isto? O máximo que posso dizer é que escrevo para mim mesmo, mesmo sabendo que postar algo num blog é logicamente lido por outras pessoas, mas, sei lá, é necessidade minha escrever até por que ultimamente por causa do trabalho nem tenho tido tempo e disposição para fazê-lo... Mas, estou escrevendo algo importante? Não sei, provavelmente saberei quando daqui alguns anos eu reler tudo isso, todo esse devaneio típico de jovem Legionário (Sim, Legião Urbana é uma banda marcante para mim bicho do mato).
---Tower of Song---
Fiquei certo tempo na frente do Teclado tentando tirar alguma canção de minha alma triste, porém, hoje nada saiu. Não que eu saiba tocar, mas, gosto de buscar alguma nota que se encaixe com outra e expresse o que estou sentindo. Poesia eu sei que existe em mim... Ou absolvo a poesia do mundo ao meu redor? Na verdade vejo que vivemos de poetas do passado... Estão morrendo todos, sendo dominados por essa mídia onde só importa programas de TV idiotas que apenas alienam mais ainda a sociedade... Sabe, sei lá, por que mais pensei numa amiga que está se aprofundando nos Iluminatis e seu poderio sobre a Terra... Não, não para com isso, você não precisa de mais coisas para te atormentar Legionário. Sim, converso comigo mesmo. Normal. Sempre foi assim.
É estou disperso, sei que estou--- Cego para assuntos banais, problema do cotidiano já não sei como resolver--- Leve desespero.
Comprei uma garrafa de Coca-Cola e uma caixa de bombons para assim sentar-se numa praça e debaixo da árvore mais bonita refletir sobre a vida e a morte... O que sei da morte? Nada. Só sei que volta e meia há uma procissão aqui de pessoas que morrem cedo e eu muitas vezes ironicamente queria a morte... ---Deixa para lá--- Angra dos Reis.
Folhei um livro que comprei --- 501-Grandes escritores--- Lá pude encontrar vários poetas que foram (São) parte de minha vida. Dera eu expressar meus sentimentos como ele, mas, por que diabos essa necessidade de comparação?---Vivemos de poetas do passado---Isso não sai de minha mente.
Apareceu um amigo, conversamos por poucos minutos, falamos pouco na verdade, quase nada para ser mais exato e sinto que apenas brinco com as palavras até por que não sou muito feliz na construção de frases... Gosto dessa palavra usada no sentido literário –Construção- Ou, seja: Criar algo. Dar vida a um pensamento, expor um sentimento de forma compreensível para quem se disponha ler, no entanto sei que na maioria dos casos o faç ode forma alegórica. Ah. Daqui do escuro do quarto, sinto a tarde cair e as sombras começarem sua derrocada pela noite. Vejo pela telha transparente do telhado que o céu está cinza tornando-se negro e estou melancólico... O motivo? Tantos; Na verdade sempre os mesmos. Certas crises, certos demônios, certa dor pela privação.
Eu deveria falar algo agora? Huum não sei. Realmente não sei.
A tarde caía, simplesmente levantei e fiz algo do passado: Visitar a Fliperama do João, mas, por que frisar o nome do dono? Sabe o caso é que me sinto triste toda noite que passo em frente  do empreendimento dele por que como as Lans Houses estão dominando a centro urbana (Na verdade o rural também), a boa e velha fliper com suas máquinas de jogos antigas estão sendo postas de lado. As pessoas jogam Street Fighter hoje em dia apenas nos consoles e na Lan House, ou seja, a forma antiga de sentar-se num banquinho de bar em frente ao Arcade está sendo esquecida.  E isso é imensamente triste pelo menos aos meus olhos e concepção de vida.
Lembro que quando criança eu vi os outros garotas jogando Mortal Kombat na Fliper perto do meu colégio de primário. Eu não tinha grana para comprar fichar e ninguém me oferecia uma, e muito menos eu tinha coragem de pedir... Então ficava na vontade. Lembro também quem minha mãe me dizia que apenas de maior poderia jogar, eu não sei se acreditava ou não, creio que não, mas, o que poderia fazer sem grana? Só ficar na vontade.
Até que um dia eu conheci uma carinha que me levou na fliper da cidade e jóquei pela 1º vez um game de Arcade- Double Dragon- Nem lembro como era, mas, sozinho mesmo, eu joguei Vampire Savior- Darksterlkers Revenge. Fiquei fascinado pelo personagem Gallon, um lobisomem, achei ele muito phoda, porém, eu era péssimo jogador, lembro também que um carinha lá que se prestou a me ensinar a jogar se aproveitou de minha inocência e jogou minha ficha inteira até perder... É eu fui bobinho (Não sei se mudei muito não, mas, tive que aprender adquirir malicia, ou melhor, equilíbrio).

O que fiz foi relembrar os velhos tempos e jogar novamente exatamente esse game. Não preciso dizer quem eu peguei para jogar, né? Rsrs.
Comecei a pensar em algo, bem, olhei a tela do Arcade e Coca do lado e o livro, bem, minha bíblia são os livros literários, sabe? Realmente sou assim. Venho à imagem de uma rosa em minha mente agora... Não sei bem por que, talvez lembranças do livro- O pequeno príncipe  de Exupéry- Livro de cabeceira para mim.
O céu cinza lá fora.
As nuvens brancas enegrecendo pelo ressoar da noite.
As canções rolando no escuro do quarto
A vida seguindo, os pensamentos fluindo
E o coração fazendo seu trabalho, bobeando sangue para todo o corpo.
Uma coisa é certa: Sempre terei esse coração e sempre amarei com tudo de mim.
A verdade de minha existência é essa: Acredito no amor e na poesia.


Teenage Lust-Jesus and Mary Chain

---Little skinny girl she's doing it for the first time
little skinny girl she's doing it and it feels fine
she's taking hold and I'm holding on
holding on and my sense is gone
I got it you got it she's got it
she's taking hold of her sins now for the first time
well she's been told about sins now but it feels fine
she's taking hold and I'm holding on
holding on and my sense is gone
I got it you got it she's got it---


O amor é a chave para a verdade da  mente e do coração.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Intolerância
Marcelo Bonfá
A vingança e a mãe da estúpidez
E a intolerância é mãe de vidas perdidas
A ignorância é mãe de guerras sem fim
Pense nas outras mães
A um medo e contra ele
A violência encontrará o conforto
A um certo e ao torto
Desde cedo já um confronto
Deus sempre esteve em silêncio
Mas nem por isso calado
Nossos destinos deixa pegadas desformes
Nossas palavras tão cheias de esquecimento
O desafio agora é perceber
Onde estão precisando de nós
Estamos juntos numa sala escura
E os fantasmas rondam a luz do dia
A ficção assiste a verdade
Não há ingressos nem poltronas vazias
Destruir é melhor que criar
Futilidades demais nesta vida
Nos somos livres pra escolher
E o que sobrar desta vida fudida
Nossos destinos deixa pegadas desformes
Nossas palavras tão cheias de esquecimento
O desafio agora é perceber
Onde estão precisando de nós

sábado, 19 de novembro de 2011



O tempo prova o valor de cada um pelas coisas que vivemos e que temos em comum. No passo forte encarando a brisa a maior expressão de liberdade que eu já vivi na vida- Ritmo, Ritual E Responsa-Charlie Brown Jr.

Divagações

E olha as flores roxas na árvore, seus olhos procuram pelo branco acinzentado do céu, entre nuvens escuras de uma tarde nublada e ventosa; Sua mente vaga pelas memórias do tempo; Por algum motivo não sente saudades do passado, porém, valoriza os bons momentos que teve e tem consciência que os momentos ruins, erros e acertos ajudaram ao amadurecimento pessoal---Existe males que vem para o bem---Isso fica em sua mente, é motivo para reflexão---Sim, há males que vem para o bem---Repete em sua mente perturbada, mas, hoje lúcida, tão lúcida com um riacho de águas cristalinas.
---O que devo pensar da vida numa tarde fria como essa?---Me sinto bem, por mais que minha vida esteja complicada (como sempre) me sinto bem--- E um casal encosta na cerca de ferro que circunda a escada, se abraçam, se beijam, se afastam, parece desentendimento. A vida é irônica, cada um tem seu caminho e vê a o mundo de forma diferente, mas, até que ponto somos diferentes? É ás vezes somos tão iguais, rimos, choramos...
A Coca-Cola não está gelada e o chocolate acabando. Algumas fotos tiradas com o I-Phone novo que levará meses para ser pago nessa tarde de Sábado. Sábado frio. Pensamentos vários. Nas mãos Contos de Terror e Mistério de Edgar Allan Poe, no fone de ouvido rolando canções e mais canções indo do Hard Rock ao Dark Wave. Começa ler, porém, a música faz ir para longe, uma vontade não de ler obra de ninguém, mas, de escrever suas estórias, suas próprias estórias---Quando conseguirei passar para o papel?---E a tarde vai seguindo seu rumo no pressentir do cair das sombras.


By: †~ℜคizદn N૦x FદŊris Լคwliદ†~

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



Sonata Noturna (Carta á uma antiga amiga)

Estou aqui no escuro do meu quarto na mais completa escuridão, apenas com a luz da tela do PC, ouvindo a Alma do mundo, ou seja, estou no "silêncio", onde apenas ouço os ruídos da noite, os barulhos das teclas e um som que me faz ver que a noite tem vida própria. Não está muito frio hoje, mas, estou com uma blusa preta onde costurei um pedaço de camiseta velha com o símbolo do álbum V da Legião Urbana (aquele que tem a faixa Metal contra as nuvens). Acabei adquirindo o hábito de dormir de meia, coisa que não fazia antes. E creio que pelas fotos você percebeu que eu tingi meu cabelo de vermelho a cor com a qual me sinto melhor. Agora tenho uma cama de solteiro no quarto, não estou mais dormindo sobre o colchão no chão como o estava antes, mas, não consegui uma cama de casal, mas, melhor assim, pois, dormir numa cama de casal toda noite sem uma pessoa que me ame seria uma tortura muito grande. Eu passo o dia inteiro no quarto, isolado do mundo, deitado na cama, ouvindo música, lendo ou assistindo algum anime ou filme que faço download. Ante ontem eu assisti o filme O Labirinto no qual o David Bowie participa. Muito bom o filme, um verdadeiro clássico. E a canção tema é linda.
Ao som da banda Xasthur, me imagino agora num cemitério repleto de lápides e monumentos como anjos de asas longas sobre epitáfios e uma casa ao longe no horizonte, rodeada de árvores secas por causa do inverno e uma neblina se formando. Posso sentir as almas perambulando pelos cantos e frestas, mesmo que meus olhos não possam vê-las, sei que estão ali e algumas me olham, porém, não me veem como um intruso, mas, como alguém que tem mais consciência da morte que as outras pessoas, talvez, por ser misantropo e desprezar a humanidade. Sinto uma espécie de vergonha de ser humano, ter nascido um ser triste assim. Felizmente, sei que sou diferente dessas outras pessoas que caminham por aí achando que são felizes ou que mentem para si mesma o tempo todos e principalmente para os outros. Só os espíritos mais evoluídos sabem o valor da verdade e sinceridade. Não há nada mais honroso que sempre ser sincero consigo mesmo e para com aqueles que merecem nosso carinho, amor e respeito.

Vigia meu passo uma sombra taciturna.
Algo se esconde por d'trás da lápide enfeitada com rosas.
Ouço uma triste fúnebre sonata noturna.
E os mortos cantam seus pesares em verso e prosa.

A brisa sopra os galhos secos das árvores nessa noite.
Um corvo negro sobrevoa o cemitério.
Posso sentir o ceifador e sua foice.
E ao longe um grito cadavérico.

Existe beleza na morte.
Sim, existe beleza na morte.
E eu espero por ela
E que ela venha até mim quando minha hora chegar
Comigo abraçado, com meu eterno amor,
Enquanto durmo minha última noite na terra
Para assim novamente voltar e reencontrá-la
No momento esperado, na hora certa.







domingo, 25 de setembro de 2011


06-01-11 Civil War.

Creio, que a pergunta agora seja... Por que Civil War? Pois, bem, é pelo fato que estou ouvindo Guns And Roses, e por que a sociedade é decadência pura. Agora, ouço I Dont Cry. É até irônico ouvir essa canção agora, depois de ter passado o dia inteiro chorando. Depois que voltei da rua, bem, não me
lembro muito como foi o meu dia, sei que terminei de ler o Grafic Novel, Drácula de Bran Stocker e assisti ao filme Os suicidas- Uma estória de amor, filme legal. Fala sobre um cara que cometeu suicídio por que o amor da vida dele fez algo, não muito legal, não sei o que foi não lembro, na verdade nem sei se mostrou, bem, então ele morre e vai ao mundo dos suicidas, que nada mais é que um mundo igual ao nosso, só que repleto de pessoas que cometeram suicídio, dos mais variados possíveis. E lá consegue um emprego numa pizzaria e conhece um cara que se matou no palco enquanto era vaiado pela plateia, derramando bebida na guitarra elétrica.
 Nesse meio tempo, ele sente que a garota por quem era apaixonado, estava nesse mesmo mundo, mais, tarde fica sabendo que ela também cometeu suicídio, e resolve procurar por ela, e com isso convida o seu amigo para irem juntos, ele topa por não ter nada para fazer e no caminho conhece uma garota que diz que está ali por engano e procura pelos responsáveis do lugar. Ela morreu numa overdose, mas, sua intenção não era se matar. Nesse meio tempo, já dá para sacar, né? Ele se apaixona por ela e vice- versa. Ele encontra sua ex-namorada, que na verdade se matou, não por arrependimento, mas, por que se apaixonou por um maluco que queria provar que voltaria do mundo dos mortos, mas, não conseguiu e ficou preso lá também. Por um evento, acontece uma confusão e os responsáveis pelo mundo dos suicidas, aparecem e a garota que morreu de overdose vai com eles e consegue voltar para o mundo dos vivos, e por ironia do destino, o personagem principal também volta, estando no mesmo leito que essa garota. Um filme bem legal e interessante. Mais irônico ainda por ter assistido numa época em que se passa por minha cabeça cometer suicídio...

sexta-feira, 29 de julho de 2011



     



My Repentance

Sobre as águas claras do rio rolavam minhas lágrimas sujas.
Misturavam-se imundas com o leito doce do rio.
Uma folha seca, soprada pelo vento suave, caiu na correnteza,
Sendo levada para longe e seguindo um caminho distante.
Os meus olhos trêmulos não sabiam ainda
Que a dor que viria mais tarde,
Seria o motivo de uma penitência, ainda maior.
Minhas vestes imundas de sangue,
Eram albinas comparadas ao meu coração.
Era inútil pensar no futuro.
O que faria com o anjo morto?!
Porém mais morto estava meu ser...
A ultima lágrima escorreu e desapareceu
No fundo das águas límpidas do rio
E apertei com toda força, que ainda me restava,
O crucifico no peito,
Senti minhas mãos queimando e a dor era insuportável.
Meu coração pobre e imundo doía como se estivesse sendo
Arrancado de dentro de mim.
As artérias fumegando e tornando-se cinzas no solo.
Seria capaz um anjo sem vida,
Cobrar o meu erro de fraco mortal?
Desembainhei, então, a minha adaga,
Olhei, para o horizonte;
Contemplei o espetáculo de cores que anunciavam o cair das sombras.
Meus olhos molhados, então, baixaram ao chão.
Viram o verde da grama, as folhas mortas e os pequenos bichinhos.
Nessa hora me ocorreu que não mereciam a maldição do meu sangue.
Eu pude ver a vida fluindo sem medo,
Apenas a inocência que todos perdemos.
Minha mão trêmula segurando a adaga molhada com sangue.
O sangue de um anjo que ainda conhecia a pureza,
Mas que agora mora na escuridão daqueles que perderam o desejo de viver,
Pois não aguentaria saber que a besta sempre estaria espreitando-a pela eternidade.
O ultimo olhar, fez-me evitar a sua dor e agora a adaga está manchada.
O sangue escorrendo no horizonte parecia uma pintura viva,
E pude ver uma face triste nos pingos de chuva
Que começaram a cair, durante minha indecisão...

Escrito numa tarde junto com meu amigo Misa, ouvindo as OST do game Haunting Ground do Play II (Excelente game).

By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

quinta-feira, 21 de julho de 2011



Maçã

Longe, longe, longe na floresta escuridão.
Sempre sou eu mesmo, mas, ás vezes não.
Olho, olho, olho na janela o céu azul,
Vejo uma estrelinha é o sol.

E na varanda, deitado em minha rede eu sonhava.
Sonhava que andava sobre nuvens de neon
Sentindo o seu amor em marcas de batom

Carrossel, montanha russa, chá de hortelã
E no paraíso uma maça...

obs: Essa é uma canção feita por meus amigos e eu,certa noite com o violão em mãos e o desenho é feito por minha querida amiga Luana, uma pessoa especial. Estou postando numa madrugada de chuva caindo no telhado, consigo ouvir os pingos e derrame das águas lá fora...

by: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

quarta-feira, 20 de julho de 2011



Love Will Tear Us Apart

Certa noite de inverno (Que não faz muito tempo em meados de Maio desse ano), meu amigo Asikleiton me ligou e me convidou para beber um Para-Tudo (Nem sei do que é feita essa bebida), eu não estava muito alegre (Novidade) e realmente precisava de um gole de algo forte, então me arrumei fechei todas as janelas do PC desliguei e fui no meio do frio da noite pronto para beber até onde minha consciência permitisse. Chegando lá conversei um bom tempo com meu amigo Julian, falamos de muitas coisas enquanto as pessoas que estavam lá que eu não conhecia jogavam Tekken no Play II, o Asi e eu ficamos olhando vídeos no Youtube, recordando o passado e trazendo ele de volta, bem, um pouco do sentimento que gera as canções que fazem parte de nossas vidas, tanto dele como da minha. Bebemos Vodka com Refrigerante. Rolou muito Smiths- Hand In Glove é muito especial para mim e Dream On do Aero Smiths que nos faz ver o quanto a vida é irônica, tanto ele como eu aprendemos tanto com sábios quanto com pessoas tolas. Essa ironia da vida é algo que nos faz sempre refletir "E isso me faz pensar"- Stair Way To Heaven, do Led fala muito bem disso. O ápice de nosso momento de recordações e filosofias foi ao ouvir Love Will Tear Us Apart do Joy Division. O Clip é uma obra de arte. Escolherem um apartamento para o cenário e ambientação da música foi uma grande sacada e a cena começa com a porta se abrindo várias e repetidas vezes dando a entender que todo interior de um Lar depende de como você o vê os sentimentos que existem dentro das pessoas que ocupam esse lugar.
Essa canção é uma obra prima. Realmente a rotina e a conformação com o que está indo mal para a vida de um casal pode fazer com que o amor destrua a relação. O amor? Como o amor pode destruir a relação? Simples. Se o amor não for cultivado, regado todos os dias ele simplesmente passa a ser uma doença incurável que gera o nascimento dos mais variados demônios: Cansaço, descaso, infidelidade e mentiras. Não existe nada pior do que um amor doente.  É triste saber que muitos casais se deixam levar pelo tempo e circunstâncias permitindo que o amor transforme-se em dor e escravidão. Não, pior que isso, mas, quando se torna aversão ou o desejo falece junto com todos os sonhos que poderiam ser compartilhados e realizados mais facilmente. E o que mantem então isso tudo, toda essa dor? Difícil explicar é uma atração que mantem certa ligação, só que não é exatamente desejo e nem paixão. Parece ser uma obrigação para com o passado. Talvez, uma espécie de nostalgia delirante que mantem uma pequena semente de amor, a qual não é mais cultivada e que está morrendo de insolação sobre a terra estéreo do afeto e carinho. Os fracassos são marcantes, mas, quais fracassos? Talvez, a simples falta de vontade de realmente viver a vida por que ela desde já nasceu doente sem uma prova de fogo.
Realmente todos precisamos de uma prova de fogo para seguir em frente, dar um sentido em nossas vidas e no meio do caminho inevitavelmente surge o amor, porém, numa sociedade há muito deteriorada é difícil saber quando um sentimento é realmente amor ou apenas medo da solidão 
E o apartamento está vazio...

By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~








Andando entre os cemitérios que ficam pertinho de minha casa, eu me lembrei de algo que meu amigo Asikleiton me contou anos atrás sobre um amigo dele que era deficiente e sofria de uma doença que aos poucos ia deteriorando seu corpo. Ele apesar dessa deficiência gostava de conhecer lugares, sempre com sua câmera fotográfica nas mãos (Seu sonho era ter uma câmera profissional), porém, depois de certo tempo ele sumiu e quando visitado pelo meu amigo. Descobriram que seu estado degenerativo estava em grau elevado e por isso já não conseguia mais sair de casa por que os músculos estavam já atrofiados. O que marcou foi o fato de que na parede de seu quarto se encontrava muitas fotos tiradas na época de suas caminhadas. As imagens encontradas eram impressionantes por que algumas cenas eram aquelas que as pessoas consideram banais, eventos comuns como um cachorro revirando um latão de lixo ou um mendigo na esquina ou até mesmo uma mancha na parede.
Os olhos do fotografo conseguiam ver a poesia que existe no mundo. A tristeza está aí e pouca gente nota e tudo isso era registrado por esse amigo deles. Este pediu a eles que caso ele conseguisse dinheiro suficiente para comprar uma câmera profissional, se eles poderiam tirar fotos para ele sentir o mundo novamente e assim de alguma forma poder sentir seu mundo vivo outra vez. Infelizmente, isso nunca aconteceu, certo tempo depois ele sumiu de vez, faleceu.


"Segure-se
Ainda vamos provar
Que isso passou
Segure-se
Ainda vamos provar
Que isso passou"
This picture- Placebo

Pela consciência de que a mundo dá voltas e o dia de amanhã nem sempre é o esperado por nós. Sinto medo de fotografias, quer dizer, registrar certos momentos. Pessoas que estavam ao nosso lado naqueles momentos podem ser tiradas de nós pela morte ou por própria vontade delas ou na pior das hipóteses por erros nossos. Então rever esses retratos na parede causa certa dor ou tristeza. Tudo isso além de ficar marcado dentro de nós, muitas vezes torna-se cicatrizes da alma não apenas da mente. E como conviver com isso? Há um tempo, meu amigo e eu, estávamos olhando fotos de muitos anos atrás quando ainda não tínhamos nascidos e a cidade era totalmente diferente de como a conhecemos. O interessante e até mesmo assustador é o fato não termos ideia de como era a vida das pessoas que ficaram ali estáticas pelo tempo ao serem miradas pela lente do fotografo. Morreram com qual idade? Como elas viam a vida? Morreram de acidente ou morte natural? Foram felizes ou como eu que vivo numa tristeza imensa? Tudo isso vinha em nossa mente e certos olhares registrados nos assustavam outras vezes nos fascinava pelo mistério, mas, era realmente o olhar da pessoa fotografada ou do fotografo?
Realmente, fotografar momentos é uma responsabilidade muito grande para com o nosso próprio coração num mundo, onde as borboletas voam pelo universo sem darem pistas de quando irão desaparecer e morrer.

By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

sábado, 16 de julho de 2011

Back in the moment



Quanto o amor dura?














Tinha sobre o que escrever, mas, resolvi não fazê-lo, estava esgotado, nem sei explicar. Bem, eu não falei o suficiente do filme que assisti-Quanto o amor dura?- É um filme bom, mas previsível (ás vezes me questiono sobre isso, de a maioria dos filmes serem previsíveis  para mim, creio que seja por que eu “sou” escritor, por isso, já conheço muitas linhas de pensamentos, então sei qual o rumo de que estória de um filme pode tomar).
Sendo a personagem principal, atriz, no filme, também é facilmente visto como Atores e atrizes teatrais são promíscuos, tudo bem, que pode ser uma visão deturpada que tenho da realidade, mas, eu já conheci vários atores teatrais, e é inegável que 70% são homossexuais, e estes tendem a se relacionarem sexualmente sem sentimento romântico (não que não haja respeito, uma coisa é diferente da outra). Apenas é o que vejo, mesmo que esteja generalizando, mas, deixo bem claro que não sou e nunca serei o dono da verdade, mas, a onde pretendo chegar com essa observação? Bem, a personagem “principal”, ou melhor, inicial Marina, é uma garota aspirante à atriz que vivia no interior, fazendo peças de pequeno porte, que consegue um curso na Avenida Paulista, na Grande São Paulo (obvio rsrs) e que busca por papeis em algumas peças para assim manter o apartamento que irá dividir aluguel com Suzanna, uma advogada, bem sucedida mulher, que possui um ar de elegância muito grande. (um contraste enorme com Marina que é a típica garota de balada e haves), mas, Marina deixa o namorado para trás, passando a ignorar suas chamadas telefônicas e SMS, quando se apaixona por uma cantora de boate (interpretada pela cantora Danny Carlo), pela qual é “correspondida”, mesmo esta sendo casado com o Barman do local, dono da boate (isto Marina fica sabendo apenas no final...) e que possui um lado depressivo muito grande e tende a viver relacionamentos extraconjugais passageiros.
No condomínio que eles vivem, também mora um escritor esquecido no ramo, chamando Jay, que vive num mundo romântico cego pela realidade do próprio conceito de amor que possui (pior), então se apaixona por uma prostituta e busca a namorá-la... Então, já é previsível o rumo da estória, pois, bem, ela não dá a mínima para ele, pois, seu interesse é apenas dinheiro (se ela quisesse relacionamento sério, casamento e tal, não teria essa profissão...).
Aos poucos vemos que Marina está apenas deslumbrada com a Arte, crendo que o amor apenas existe no seu próprio meio, é um assunto complicado, mas, é o seguinte, ela por estar no meio artístico adquire um olhar de desprezo para aqueles que não vivem da mesma forma que ela, ou seja, que vivem num mundo padronizado, onde trabalho de verdade é ser advogado, professor... (olha só mais uma jogadinha legal do filme, pois, Suzana é a dita cidadão normal, pois, é advogada, porém, seu conceito de amor é muito melhor do que a de Marina, onde o sexo é uma constante). Nesse meio tempo, Suzana começa a sair com Gio, um advogado também, só que de outro departamento (não ficou claro qual), e se apaixona por ele pelo qual é correspondido ao nível “extremo”... Hum, será? O problema é que ela possui um segredo que poucos sabem e que já afastou vários homens de sua vida, deixando a num mar muito grande de desilusão. Ela ganha de Gio um colar de gatinho, que ela adora, vendo nisso uma expressão de amor muito grande.
Enquanto isso Jay, procurar por um presente que possa mexer com os sentimentos da mulher que ama, e vai num antiquário, mas, não encontra nada que possa ser o PRESENTE, a funcionária, recomenda um colar de... Gatinho, mas, este considera algo banal e que nenhuma mulher ficaria feliz com um presente tosco desse (viram só a jogadinha filosófica do roteirista? Ele se considera ultrarromântico, mas, é incapaz de ver o que realmente é expressão de amor, por que se perdeu no seu próprio mundo de fantasia), e por isso, resolve buscar numa biblioteca o livro que escreveu, e que por ironia do destino, a bibliotecária, considera o livro-o livro de sua vida; e vendo sua personalidade como também tipo físico, é extremamente compatível com ele podendo ser uma companheira que o satisfaria com mulher de maneira inimaginável, mas, ele não vê isso... O roteirista é bom rsrs.
Suzana resolve contar a verdade para Gio (já que por medo da reação dele quando soubesse a verdade sobre ela, parou de retornar os telefonemas dele e mensagens SMS), mas, este não conseguiu absolver bem a ideia de ter uma namorada que antes fora um homem, ou seja, o seu segredo é que ela é uma transformista, nasceu com o sexo masculino, mas, para adaptar seu corpo com sua mente/alma de mulher fez uma cirurgia de mudança de sexo. Gio, a deixa esperando num bar japonês, pois, sentiu-se incapaz de fugir aos padrões de sociedade, no qual o preconceito tem sido imposto há tantos anos que agora existem milhares de argumentos para defendê-lo...
Eu considero atitude do Gio, algo muito tosco, por que ele se apaixonou mesmo por ela, mas, esse detalhe foi muito forte para seu psicológico permitir ser feliz com ela, e este o seria se tivesse optado por ir contra tudo e contra todos, lutando por esse amor.
No fim das contas os três terminaram sozinhos, mas, em minha opinião a única personagem que merece o minha consideração é a Suzana, esta sabia muito bem o que queria e por que queria, não era apenas uma pessoa entregue a uma paixão sem sentido nenhum. Ela merece todo o meu respeito e admiração.

By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~


For Tomorrow







Se estou feliz ou triste? Não sei.
Sonhei, sei lá com o que, só sei que acordei com mal estar e com uma preguiça enorme de sair de cama, e eu odeio ser dominado pelo meu corpo, gosto de ter controle sobre tudo. Bem, levantei com muito custo e fui tomar um banho. Fiquei uns 20 minutos. 
Ah, eu gosto muito de tomar banho no frio, quanto mais frio melhor, gosto mais do que no calor, no frio eu tomo quantos banhos for possível, pois, é relaxante e ficar sentindo a água quentinha cair sobre o corpo é muito bom.
Pus minha calça jeans que mais gosto (única que tenho na verdade...), uma camiseta (desta vez com mangas, uma das poucas que eu curto), meus braceletes e meu coturno, bom e velho coturno... E li um pouco uma revista de Filosofia.
Li novamente um matéria que fala sobre o sentimento de culpa e sobre o medo.
Thomas Hobbes acredita que o ser humano é mal por natureza, em contra partida Jeans Jacques Rousseau defende a tese de que o ser humano nasce bom, mas, é pervertido pela sociedade na qual vive. Eu acredito que o ser humano nasce com ambas às índoles, tanto boa como ruim, porém, em alguns casos pesa mais na balança um dos lados apenas e que o ser humano é influenciado pelo meio em que vive até certo ponto (já falei sobre isso).
Fiquei pensando sobre mim nesses pontos e tudo o mais, por que li sobre a moral de Nietzsche.
Eu acredito em Deus, mas, tenho consciência de sua origem. Sou pagão, mesmo que acredite num Deus supremo semelhante à Javé, também, acredito no Sagrado Feminino e no poder criador de Deus (Cronos- Tempo) usando da natureza, onde a essência é o lado feminino de Deus. Eu gosto de algumas coisas na Bíblia Cristã, mas, sou contra várias coisas, principalmente o machismo constante nas descrições. Acredito em erro, mas, não em pecado, ou melhor, pecado para mim é apenas aquilo que fazemos de mal para outro ser humano que mexa com o livre arbítrio dele, como por exemplo, o estupro. (não me venham falar de estupro passional, por que em alguns casos, não é isso o que ocorre) e roubo, mas, coisas como se apaixonar pela mulher do próximo e esta retribuir e ambos se casarem, não veja nada de mais, apenas não concordo se houve traição de umas das partes, ou seja, se apaixonou basta terminar com o parceiro atual e seguir seu caminho com outro apenas depois de tudo ter ficado resolvido.
Eu acredito também na Vontade de potencia segundo Nietzsche, por isso, não prego a humildade (valores escravos) cristã que é considerar mal quem está acima (só que nesse caso, eu vejo conhecimento como poder e não poder aquisitivo) e que quem vai contra moral de época vai para o inferno. Aliás, não acredito que muito do que é pregado pela Igreja para controlar as pessoas realmente envie alguém para o Inferno ou Reino de Hades, por que o ser humano é julgado após amor morte pelo o que amou e se dedicou e não por erros, a menos que... Tenha sigo algo que feriu gravemente o livre arbítrio de outra pessoa. 




“O céu é só uma promessa, temos pressa vamos nessa direção”.

By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

Rascunho de meu antigo diário : O Livro Dos Dias


                                        Divagação




(...) A chuva aumentou aqui e eu consigo ouvir a água escorrendo do telhado, enquanto eu ouço The Cure, a voz do Robert Smith combina muito com um momento assim. Esse cara é foda.
Suas canções são tristes ao mesmo tempo em que alegres, traduzem muito bem o que eu sou, aliás, como eu sou, pois, eu assim também, ao mesmo tempo em que estou imensamente feliz, vivo triste por ser muito reflexivo.
Assim que enviei a mensagem para o Erik eu pus o filme Resident Evil Afterlife, deitei na cama, coberto por um coberto vermelho (que adoro) e pus o som no talo (para dar impressão que estava no cinema...). É o quarto filme da franquia Resident Evil, já assiste todas elas, apenas o primeiro que assisti apenas da metade para o final. O filme é bom, mas, não tem lá muito a ver com o Game que foi baseado, a únicas coisas parecidas são alguns personagens, a presença da corporação Umbrela, o T-vírus e os lógicos Zumbis, fora isso, a estória tem um desenrolar totalmente diferente e um caminho próprio. O que pode não agradar muito fãs puristas como eu, pois, normalmente a gente esperar finalidade em adaptações.
Talvez o que peque mais é o fato da personagem principal ser tipo um super Man só que da Capcon, pois, tem grandes poderes e tem movimentação área demais para o enredo do game, já que por questão técnicas no game o personagem não saí do chão, os pés sempre obedecem a gravidade (até demais rsrs) então é estranho ver uma garota fodona com espada ou duas submetralhadoras derrubando uma procissão de Zumbi inteira (é ás vezes parece um bando de morto vivo seguindo algum Santo...).
A personagem é assim por que ela é uma versão feminina do Nêmeses, ah e por falar do gigantão construindo em laboratório pela Umbrela, esse no game, eu adorava detoná-lo de todas as formas possíveis, principalmente apenas com a Colt rsrs, e era do tipo de personagem que a gente “amava odiar”, pois, aparecia em horas inesperadas, atrasando a gente e deixando o desespero tomar conta, porém, no filme ele é um rapaz que foi pego como cobaia para a experiência com o T-Vírus, o transformando num zumbi enorme, que pelo olhar percebemos ser um inocente usado pela corporação para seus fins maléficos, ou seja, a gente fica com pena dele e torce para que ele fique bem... Pior.
Foi estranho ver uma personagem assim, que tem “super poderes” num enredo em que a estratégia e o manuseio das armas exigiam grande precisão de nossa parte ao usarmos becos e paredes durante o trajeto, mas, a personagem Alice, interpretada pela atriz Milla Jovovich (que fez Corra Lola Corra e o Quinto Elemento), simplesmente voa pulando pelas paredes parecendo um Homem Aranha do exército Americano... É Estranho de ver isso.
Só que essa “falha” do filme, logo a gente se acostuma com ela, só que eu não sei se isso não ficou legal pelo personagem em si, ou, por que eu não curto muito essa atriz (Ê dúvida cruel), mas, tudo bem. Sei que o segundo filme eu adorei (esse eu assisti no cinema... quando tinha um na cidade, tristeza), principalmente quando apareceram os Liks espécie de lagartixa gigante e sanguinolenta que rasteja mais que cobra e faz um estrago do caramba quando pega algum civil desavisado (desavisado numa cidade no caos...).
E é o único com a presença da personagem Jill Valentine infelizmente. Eu gostei da atuação da atriz que fez a personagem, não lembro o nome dela. Quando ao terceiro filme Resident Evil A extinção, bem, esse eu gostei pelas cenas de ação, porém, esse está totalmente à frente do enredo do game, pois, já é um mundo apocalítico onde a personagem Alice vive entre poucos sobreviventes no mundo inteiro, já que o G-Vírus dominou toda humanidade.
Este que eu assisti se passa um pouco depois do terceiro, e mostra a saída da Alice do laboratório, onde o /Scar estava criando outras aberrações e aparente morte dele e a volta da humanidade física da personagem por causa de um antidoto para os T-Vírus injetado pelo Scar na cabeia de DNA dela.
Reaparece a personagem do terceiro filme, que também faz parte do game (graças a Deus), Claire Redfield. Pena que diferente do game a personagem não é ruiva (não que eu tenha percebido), (tá é meu fetiche falando alto, admito), mas, tem presença no filme. Ah também aparece o Chris Redfield, que estava aprisionado por alguns sobreviventes do “Holocausto” viral, por terem o confundido com um criminoso, ignorando as palavras dele de que era um soldado.
A cena que Alice pergunta para eles por que não o soltam, é muito legal em minha opinião por que me lembra de algo por qual passei. Ela indaga por que não o soltam e o cara responde que é por que ele tem olhos de assassino, ou seja, pelo olhar o julga. E ela pergunta:- O que você vê em meus olhos? E antes que ele responda ela mostra seu arsenal de batalha demonstrando que já matou milhares com ele, ou seja, não se deve julgar alguém apenas por nossa impressão.
Foi o mesmo que uma garota (puta do caralho) me disse quando eu tinha dito o que penso em relação a namoro e tudo o mais, creio que ela gostou de mim e veio com um xaveco prego (intelectual da parte dela... Xi), dizendo que sabia o que se passava em minha mente pelo meu olhar, em outras palavras, ela queria dizer que eu estava com vontade de beijá-la ou até mesmo leva-la para cama, e eu dizia:- Não, você não tem ideia do que se passa em minha mente, tenha certeza disso! Eu disse isso por que realmente o que se passava em minha mente não tinha nada a ver com o que ela estava pensando, sim, eu estava pensando em beijo e sexo, só que com outra garota e no que ela estava fazendo no momento e não nessa sabe-tudo que pensava que sabia o que existia em meu coração, então passei a ignorá-la e comecei a falar apenas com o Gio. Tem gente que se acha esperta, “té” parece que é. Ela não tinha a mínima ideia do que eu estava pensando.
Também acredito que os olhos seja o reflexo da alma, mas, quando uma mente é impura a alma automaticamente se torna suja e com isso nem sempre um olhar condiz com os verdadeiros pensamentos da pessoa e nem os sentimentos, e pelo lado das virtudes que o ser humano está matando, nem sempre um olhar puro é interpretado da maneira correta. Temos que tomar cuidado com os “reflexos da alma”, apenas aqueles que amam de verdade são capazes de ver o interior de uma pessoa pelos os seus olhos, mas, até aí é necessário um processo.
 Terei de sair o Erik vai vir aqui, mais tarde termino de escrever (...)



By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Lobo Cinzento





Lobo cinzento, sempre fora um jovem questionador e curioso; sempre perguntando desde menininho o porquê das coisas; nem sempre tinha respostas; Ás vezes as respostas vinham muito tempo depois, mas, sua busca incessante sempre fora interminável. Um dia ele ouviu falar do amor e perguntou para o Pajem da tribo, o que isso significava e este por sua vez mandou ir à mata observar um pássaro que dorme no alto de uma árvore entre duas pedras e o jovem quando estava já para entardecer assim o fez, pois nesse horário era provável que encontraria o pássaro. Chegando a frente à árvore, ele subiu em uma que estava à frente a árvore em que o pássaro dormia e com isso o jovem notou que havia um pequeno ninho lá e o pássaro alimentava com carinho os pequenos filhotes. Observou o pássaro durante algum tempo e voltou para a aldeia. Disse ao Pajem o que viu e este por sua vez, perguntou ao lobo cinza:- E o que o isso significa lobo cinzento? O jovem,parou,ficou durante alguns minutos em silêncio e disse:- Significa que o pássaro azul cuida bem dos seus filhotes. Ouvindo essa resposta, olhou para o céu e notou que choveria e pediu para lobo cinzento ir até a mata e olhar o pássaro novamente e lobo cinzento assim o fez, subindo novamente na árvore e viu que o pássaro mãe protegia os filhotinhos com as asas, tomando em si toda água da chuva e logo voltou à aldeia para contar o que viu. O Pajem perguntou olhando no fundo dos olhos do jovem:- E o que isso significa lobo Cinzento? Novamente após alguns minutos de silêncio esse respondeu:- Significa que o pássaro azul se considera responsável pelos seus filhotes. O Pajem olhou para a fogueira acesa e pediu para Lobo Cinzento, que quando o sol nascesse fosse até a mata e com uma flecha matasse o pássaro e trouxesse as suas penas para ele. Assim que o sol nasceu, Lobo Cinzento pegou o seu arco e foi até a mata e subiu sorrateiramente na árvore em frente ao ninho do pássaro e mirou o seu arco com destreza, mas, vendo a mãe pássaro dormindo sossegadamente com os seus pequenos filhotes, não teve coragem e voltou para a aldeia, dizendo ao Pajem:- Desculpe, mas, não fiz o que me pediu, isso seria errado, pois, o pássaro azul cuida bem dos seus filhotes, os protege da chuva e deita sorrindo ao lado deles mesmo quando está dormindo. O Pajem, com orgulho do seu pupilo, diz:- Lobo Cinzento, isso é o amor, é quando se cuida de alguém, quando a protege da forma que pode, por que sabe que é responsável por aquilo que cativa e por que o prazer que sente é ver quem se ama bem e por mais que o tempo passe esse sentimento não diminui, se torna na verdade mais forte ainda. E por que não foi capaz de matá-lo? Por que, sabe que apenas quem ama é capaz entender o que se sente, Lobo Cinzento, mesmo não sendo parte desse amor, foi capaz de compreender que os seres vivos tem o direito de amar e VIVER esse amor. Está preparado para amar agora meu rapaz, vá e entenda agora por que se encanta com a Estrela Guia aquela jovem e encantadora filha do Grande Chefe Pássaro de fogo. E assim Lobo Cinzento compreendeu e saiu da Oca, levando uma rosa para a bela e linda Estrela Guia que recebeu a flor com imenso carinho e abraçou o Jovem, deixando a sua cabeça descansar em seu peito, com isso fechando os olhos Lobo Cinzento pensou consigo:- Amada minha, sou responsável por ti e dedicarei a minha vida ao nosso amor...

By:~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~


Realismo


Ás vezes as pessoas (quase sempre) dizem que sou pessimista. Eu não sou pessimista, SOU REALISTA, existe uma enorme diferença entre esses dois conceitos. Pessimismo é conceito de gente fraca e conformada. Otimismo é conceito de gente cega. O realismo essa sim é a melhor linha de pensamento, pois, a gente sabe quando algo vai dar certo ou não e quando é duvidoso, não ficamos criando expectativas e se o fizermos já o fazemos se preparando para dor por que a gente sabe que vai sofrer. A diferença é que a gente continua por que se dispôs a sofrer. Isso não significa que estamos sendo positivistas ou conformados, estamos apenas preparados para qualquer baque seja ele qual for. Prefiro mil vezes ser realista a viver no otimismo acreditando que tudo irá de vento em polpa. Numa sociedade decadente como esta e num mundo frio e desolador, já devemos ter consciência que existem tempestades e triângulos das bermudas, no entanto não esperamos pelo pior, apenas sabemos que o pior existe e carregamos um arsenal para enfrentar toda dor que esse caminho trará. E tem gente que acha que sou pessimista. Não sou. Quantas vezes precisarei dizer que sou realista? -Você não consegue nada por que é pessimista!-você está sendo otimista por acreditar nisso! Essas são coisas que convivo sempre, mas, não eu não sou pessimista, estou repetindo isso de novo e vou continuar, não sou otimista também por que não fecho os olhos para os espinhos do caminho e não espero que nada caia do céu. Sou digo e repito: sou realista.
Como podem as pessoas não verem essa diferença? E por que as pessoas se cegam para a verdade? Elas não percebem que para viver é necessário ter a consciência que não existe prazer sem dor? Tudo bem há males que vem para o bem, também acredito nisso, mas, acredito por que esse é o meu realismo afinal de contas "O que não me destrói me fortalece", já tenho consciência que existe beleza até mesmo no sofrimento. Preciso sofrer para aprender certas coisas; muito do nosso amadurecimento pessoal exige que nos percamos e renasçamos depois, porém, não devemos fazer do erro um hábito, pois, seguir com algo que nosso coração diz para não fazê-lo é ser otimista no lado da tolice.
E poderão me perguntar:- Mas, ouvir o coração não é dar sentido divino para algo? Isso não é ser otimista também? Afinal de contas o coração não passa apenas de um órgão que bombeia sangue para o resto do corpo, não é? Sim, tudo bem, ouvir o coração é agir com conceitos/crenças espirituais, mas, não é esse o caso agora e existe diferença entre acreditar numa força maior e esperar apenas por essa ajuda invisível. E aí que me considero mais realista ainda, eu acredito em Deus, sei que ele me protege, mas, isso não quer dizer que estou esperando que ele me provenha o que preciso. Não, eu não espero isso. Eu sei que tudo o que preciso depende apenas de minha força de vontade e ESFORÇO, afinal de contas nada caí do céu. Ouvir o coração em meu conceito não é procurar a voz de Deus lá no céu, mas, sim, ouvir minha consciência que matem as verdades relacionadas às minhas vontades e desejos ocultos por causa da razão que confunde tudo já que hoje os valores se perderam. Tudo bem, eu sei para ser realista dependemos da razão, mas, nem sempre é necessário isso por que não é a todo o momento que conseguimos viver sem satisfazer nossos sentimentos. Então se faço loucuras não significa que estou sendo otimista, mas, sim, vivendo a vida intensamente e se vejo as pedras e as muralhas não significa que estou sendo pessimista. Não, não, eu estou apenas me preparando com espada e escudo para domar todos os dragões e feras sanguinolentas já que para viver é necessário queimar tudo de nós. Conviver com a morte não é querer à morte, mas, entender que ela não é um mal, mas, sim, um bem em certos casos, e não estou falando de suicídio aqui, mas, sim da consciência que certos fantasmas devem morrer e outros aprisioná-los para que sempre que ouvirmos seus gemidos nos impeça de cometer os mesmos erros, no entanto isso não quer dizer que não devemos lutar por algo que acreditamos. Como disse Kurt Kobain- É melhor queima do que se apagar aos poucos.
Existe uma imensa beleza até no sofrimento.
Sou realista.


By:~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~
Valores mortos







Essa noite carrega em si todos os demônios e fantasmas,
Deito na cama no silêncio do meu quarto, mas, nada faz sentido,
Já não sou mais o mesmo e ainda me surpreendo por essa calma
Que me permite ficar nas sombras apesar das dores e dúvidas.
Os valores estão mortos e ainda teimo em mantê-los
Apesar de viver numa sociedade hipócrita e miserável
Na qual é cultuada a morte ao invés de festejarem 
O nascimento de uma criança.
Quem sabe seria um individuo que mudaria o mundo.
E nessa infernal dança
Corações são destruídos pelos vampiros de energia.
Minha cabeça dói e sinto o tormento de estar vivo
Sem paz, sem no rosto um único sorriso.
As sombras me consomem e me pergunto o que restará de mim.
Sinto-me triste, sinto-me tão mau.
A semente dentro de mim não pode germinar
A semente do ódio.
Ódio da humanidade que trás lágrimas aos nossos olhos.
Um desconforto interno de saber que esse ódio existe dentro de mim.
Todas as minhas dores fazem parte do que sou
E minha concepção de vida não me permite me arrepender 
Nem mesmo dos erros cometidos
Pois, foram as consequências disso que me amadureceram e muito.
Existe sempre algo a se pensar.
E o tempo vai impondo circunstâncias
E os homens se matando por orgulho ou dinheiro.
A vida é um desvario que nos acomete ao sofrimento
E nos faz mendigos de carinho e proteção.


By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~




    Montagem feita por mim dessa lindíssima música do álbum Metamorphosis da banda Clan of xymox que tornou-se parte de minha vida já um certo tempo. Agradeço de coração a pessoa que me apresentou essa banda, jamais será esquecido pelo meu coração de jovem atormentado e sombrio...





    Real- Clan of Xymox
    Real


    Você senta em um jardim
    Trancafiado do mundo
    Não encontra não nenhuma razão para ver seus amigos
    Tudo o que você precisa está aqui
    Mas seus olhos estão abertos
    O suficiente para ver que você disse
    Tudo o que eu li são memórias
    Com uma linha preta do amor
    Você me faz sentir Real
    Veja a mão na frente do seu rosto
    E ver que é real e aquilo for faz de conta
    Você foge para pegar o oceano,
    Caso ele chame o seu nome?
    Todo mundo está olhando para o céu na terra
    E você acredita ser.
    Sua mente é o vigia no portão
    A fé é tudo que você precisa
    Você me faz sentir Real.

    quinta-feira, 14 de julho de 2011



         

    Gasedak "Reaper of souls"

    Sim, eu sei que dói saber que deixará essa existência tão cedo,
    Afinal de contas não fez nada pra merecer isso
    E posso dizer, com certeza que é uma boa pessoa, 
    Mas, na sua vida passada não o era e as dívidas são cobradas.
    Uma jovem deixando a família tão cedo
    E pensar que todos diziam que o viciado do seu irmão seria o primeiro a morrer.
    A vida é irônica, muito irônica mesmo.
    Eu estou acostumado com isso, acho que consegue ver em meus olhos,
    São poucas pessoas que já os viram, sinta-se uma privilegiada, pelo fato.
    Algo me diz que se fosse mortal que nem ti, eu a amaria e muito,
    Mas prefiro minha condição de Ceifeiro,
    Porém eu já... Deixa pra lá, essa estória não cabe a ti saber,
    Apesar da doçura em seu olhar triste.
    Sim, minha querida nenhum ato seu é condenável agora,
    Só que o que fez em outra vida foi cruel
    E os deuses não esquecem.
    Ah, minha querida, esse seu olhar mexe comigo,
    Bem, não tanto, mas digo que é uma jovem peculiar, entende?
    Deveria ter ouvido sua mãe e não ter saído de casa hoje,
    Pra ser sincero de nada adiantaria,
    Eu sou capaz de atravessar o buraco de uma agulha...
    Aliás, o camelo eu já levei para o outro mundo faz muito tempo...
    Do que estou falando? Ora estou falando... Esqueça...
    Essa lágrima não adiantará nada... Elas nunca adiantam nada.
    Prefira sorrir esse é o maior segredo, 
    Por que acha que muitos se atrevem a sorrir pra mim?
    Por que é a melhor atitude que podem ter quando entro por suas janelas
    Em busca de suas pobres almas.
    Sabe de uma coisa? Vou pedir permissão pra gente tomar um vinho juntos;
    Tem um jardim nos campos elísios que acredito que vai gostar...
    Ah, é verdade esqueci-me de dizer que não irá paro o reino de Hades,
    Naquele lugar cheio de gente banal e fraca e de um velho que só sabe brincar 
    Com seu cãozinho conhecido como Cérbero e mais nada.
    E tem alguém esperando por ti,
    Pra ser mais exato um gatinho branco e de patas pretas,
    Lembra-se dele, minha querida?
    Bem, vamos, já falei demais e tenho outros pra visitar.


    By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~



       
     Runas


    Existe algo que é muito mais forte que o poder de Deus, e fora Ele mesmo que nos Deus essa benção e é chamado de livre arbítrio, ou seja, podemos fazer nosso futuro de acordo com a nossa vontade. Mesmo que muitas pessoas tenham trilhado o mesmo caminho não quer dizer que outros o farão. O destino é uma escolha nossa. Amor verdadeiro não é se abdicar de nosso eu, é olhar na mesma direção sem deixar de lado nossas metas e sonhos de vida. Nunca alguém que ama possui o direito de apagar o caminho da outra se esse a leva para um belo jardim, deve na verdade acompanhar os seus passos dando apoio e estendendo as mãos nos momentos em que o mundo parecer contra e a pessoa começar a fraquejar. "Saber amar é saber deixar alguém te amar" Assim sendo para tudo há hora e lugar e todas as coisas devem vir no seu devido tempo. Devemos compreender o ritmo de nossa vida e de nosso bem amado. Amor não deve ser considerado um prisão ou carrasco de nossos sonhos, pois, se o fosse não deveria ser pregado em todas as religiões, estariam fazendo um grande mal à humanidade. Não podemos também acreditar que tudo são flores, é claro que ás vezes iremos derramar algumas lágrimas, porém, lágrimas fazem sentido somente quando derramadas por motivos nobres. E nobreza está em cuidar de um jardim que cultiva para si no quintal, mas, deixando as flores desabrocharem perante o sol e sentirem o vento por sua vontade, tendo a consciência que todos os nossos atos terão as suas sementes. Quero dizer com isso, que precisamos trilhar nosso caminho, valorizando o que as pessoas que merecem o nosso amor tem a oferecer a si mesma. E o que uma pessoa pode oferecer de melhor para si mesma é um bom futuro, emprego, estudo, conhecimento, sabedoria, família, Deus e valores pessoais. E quem não souber respeitar isso é por que não ama.
    Também somos capazes de quando amamos ajudar que esse caminho seja concluído.
    “Que seja eterno enquanto durar" Essa é uma frase que merece ser vivida todos dias sem que nunca acabe.


    By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~


       

    Penumbra.

    Profanos os dias de augúrio,
    Entres portas entre abertas, sobes,
    Desces no desvario emblemas pérfidos.
    Tristes faces condenadas à penumbra
    De uma mente doentia e fria.
    Sofrem dores infindáveis, dossiês orbitais.
    Negras águas dos olhos vindas,
    Tendas de perdidos contas mais.
    Vindes de terras longínquas empíricas,
    Onde tens anjos e demônios imperiais.
    Ó vida desgarrada insana.
    Duras pedras de Vulcano fatigado.
    Sem vestes em sangue negro,
    Olhas finda luz de Diana em profundo sono.
    Beijas o corpo inerte, com delicadeza e ardor.
    Bestas negras se aproximam suspiro Dionisíaco
    Esplendecendo o céu lá fora com nuvens negras.
    A lua some ao raiar do sol
    E nada há, se não, dor e amor tardio...


    By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~

            



    Amor (Duas faces)

    Tenho pensando muito no amor e das consequências dele. Hoje, em dia, eu vejo o amor como comunhão, pois, algo que se sente sem ser correspondido, não passa de um sentimento forte no peito que pode ser cultivado para sempre vivendo um platonismo ou deixá-lo esmorecer e seguir outro caminho. O amor para mim é a comunhão de almas, de corpos, conexão mental em seu estado mais puro e verdadeiro, sem mascaras.
    E existem duas faces no amor, uma é o que sentimos e a outra é o que expressamos. Uma pessoa pode muito bem, expressar amor e não sentir, mas, sendo assim, logo a verdade vem à tona e se a outra pessoa não perceber é por que é tola, como também uma pessoa pode amar e não expressar, nesse caso, o amor não tem seu sentido, pois, por mais que digam ao contrário a gente gosta sim de demonstrações de amor (Não gosto do termo “Demonstração” de amor, mas, sim” Expressão” de amor, pois, amor é algo que deve vir naturalmente com atitudes que ficam evidentes do amor que se sente) e precisamos dessa expressão, não basta apenas ouvir um: – Eu te amo! Da pessoa amada, precisamos também de atitudes de quem amamos que nos fazem sentirmos amados. Amor é expressão quando realmente é amor completo.

    By: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~



    Escrevi isso hoje, o escrito que se seguirá, é um rascunho, não finalizei ainda, quando der na telha, o farei, agora, não estou disposto ainda, sinto vontade de escrever outras coisas, sobre outras coisas, mas, para ser sincero, ainda não sei bem, sobre o que exatamente; terminei de assistir um filme nacional, e estou com ele na cabeça por que “vivo algo parecido” (sendo que gosto de expressar meus pensamentos em blogs), não é o mesmo, mas, algo tem muito a ver.  O filme é Os famosos e os Duendes da morte, fala sobre um jovem de 16 anos de idade, que não se sente parte da comunidade, onde mora, uma comunidade alemã no Rio grande do sul, então ele passa a dedicar seus pensamentos num blog na internet, onde se comunica com uma garota da cidade de Pixies, mas, aos poucos vamos descobrindo que as pessoas com quem ele fala na net, são pessoas que vivem ao seu redor, e algumas coisas vão sendo explicadas ao decorrer da estória. O filme é de uma profundidade incrível, repleta de alegorias (coisa que muita gente detesta, mas, eu adoro).
    Senti vontade agora de falar sobre minha compreensão do filme. Se estou perto da verdade ou não, é outros 500 rsrs, bem, no começo pensamos que a garota que usa o pseudônimo de Jingle Jangle, mora na cidade de Pixies, mas, a partir do desenrolar da estória, descobrimos que ela era a irmã do melhor amigo dele, e o Pixies do seu fotolog, nada mais, nada menos é que o costume, em muitos casos insatisfação ou a forma dos jovens se distanciarem de suas origens por motivos vários, então postam que moram na Inglaterra, na Espanha, sempre algum lugar que gostariam de realmente viver, não passa de uma espécie de fuga da realidade. Então o personagem principal do filme, Bruno, que posta seus pensamentos no seu blog com o pseud. de Mr, Tambourine man (Essa canção é do músico Bob Dylan, jingle Jangle também é referência a ele). Passa a se comunicar com ela, e trocarem confidências um sobre o outro. A garota em questão namora um rapaz músico que lembra fisicamente o Bob Dylan e eles no seu dia a dia, enfrentam a agonia da morte, numa alegoria, incrível, usando a imagem da borboleta para representar a vida quão passageira ela é, e uma forma de representação do ser humano que só pode continuar vivendo caso saia do casulo que está preso, no caso, Bruno é um deles, está num momento de transgressão, ou seja, a borboleta também serve para representar a adolescência e seus desvarios. O filme também é uma forma de representar o quanto a música, é uma arte que atinge a todos sem exceção, e que molda a sociedade em que vivemos, nós percebamos ou não. Por isso o titulo Os famosos, utilizando se da imagem de Bob Dylan e do músico Nelo Johann, este pelo que sei até agora, musico pouco conhecido, mas, que faz música “não comercial”, outro bom exemplo da questão musical, é o fato de os jovens no filme, se interessarem por músicos de carreira já antiga na estrada e não músicos novos, como as bandas Restart ou Cine, foi à forma que encontraram de mostrarem o quanto a música pode atingir as pessoas, não importa o tempo que passe, daí o fato de que cada músico deve ter consciência de que o seu trabalho influi na vida das pessoas a um nível assustador. O fato do casal jingle Jangle e Julian (representação do fetiche adolescente pela imagem dos cantores que são adoradores...), brincarem com a morte o tempo todo, nas suas gravações de vídeo caseiras, é o que dá o titulo ao filme Os duendes da morte. É a expressão da crise existencialista, com uma resposta sensitiva e não objetiva, não é de fácil compreensão, mas, no desenrolar dos fatos, acabamos descobrindo que a pessoa com quem Bruno se comunica, não é exatamente a garota de Pixies, mas, sim seu namorado Julian, pois, este sobreviveu à tentativa de suicídio, numa ponte, no qual cometeu junto com a namorada Jingle, a lembrança dela, não passa de um fantasma para ambas as personagens-Bruno e Julian. Em certo momento do filme, é questionado o momento final do suicídio de uma pessoa, se elas não se arrependem quando já está à deriva da morte, e no fim do filme não encontro pessoal entre Bruno e Julian, temos a resposta numa cena homossexual (critica direta ao movimento emocore...), onde eles sentem a presença de Jingle entre eles, e pelo olhar de Julian, Bruno tem a resposta: A morte não é o caminho... Mas, pelo contexto do momento, ainda assim, diz que é uma alternativa. Existem muitas outras alegorias durante o filme, que são muito boas. É um filme, que valeu a pena ter assistido, e num outtake (Cena cortada), temos uma gravação de despedida de Bruno, então temos uma noção maior de sua intenção durante, sua recusa de ir até a festa junina alemã da cidade, ele pretendia cometer suicídio, mas, o encontro com Julian o fez desistir, isso percebemos pela cena final em que ele termina de ultrapassar a ponte, deixando de lado o pensamento de se matar, mas, mesmo assim, é algo vago, mas, independente disso, é um bom final. Ah, estava me esquecendo, até certo ponto, Bruno não acredita na vida após a morte, mas, o momento final, entre ele e Julian, por conseguir sentir a presença de Jingle, sua visão de mundo muda, por isso as lágrimas nos olhos e a conexão com Julian nesse momento apoteótico. “Eu escrevo para mim mesmo, para que não futuro, eu possa ver o sentido de tudo isso”, palavras do personagem, se referindo do por que, se abrir num blog”.

    bY: ~☥Raizen Nox Fenris Lawlie†☥~